segunda-feira, 25 de maio de 2020

Ultraje a Rigor - Rebelde Sem Causa




"Meus pais não querem
Que eu fique legal
Meus pais não querem
Que eu seja um cara normal

Não vai dar, assim não vai dar
Como é que eu vou crescer sem ter com quem me revoltar
Não vai dar, assim não vai dar
Pra eu amadurecer sem ter com quem me rebelar"


Roberto Frejat - Amor Pra Recomeçar


"Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero"

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Matanza - Ela Roubou Meu Caminhão


"Eu que tinha até tatuado o nome dela
Eu pensava nela toda noite nesses dez anos
Que eu passei trancado naquela prisão
Essa foi demais! Isso não se faz!
Ninguém vai acreditar
Ela roubou meu caminhão"

Legião Urbana - Pais e Filhos


"É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há

Sou uma gota d'água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não entendem
Mas você não entende seus pais"

segunda-feira, 11 de maio de 2020

AS AVENTURAS DE HUCKLEBERRY FINN

Assista aqui.


Toda a literatura americana moderna se origina de um livro escrito por Mark Twain, chamado Huckleberry Finn (...). Não havia nada antes. Não houve nada tão bom desde então (Ernest Hemingway)

Lançado em 1885 como sequência de As aventuras de Tom Sawyer (1876), a história de Huck Finn, no entanto, ganhou autonomia: é unanimemente considerada a obra-prima de Mark Twain e mudou para sempre o imaginário dos Estados Unidos.

Para se livrar do pai bêbado e violento, Huckleberry Finn se refugia em uma pequena ilha do rio Mississippi, onde se alia com Jim, um escravo fugido. Em busca de liberdade, a inusitada dupla se lança numa viagem pelo leito do rio, às margens da sociedade pré-Guerra Civil.

Marco fundador da narrativa estado-unidense, o romance registrou a fala comum da gente simples e inaugurou a tradição – central das artes americanas – do anti-herói jovem e espirituoso que, graças à condição de desajustado, goza de uma visão privilegiada do mundo. Muitas vezes alvo de polêmicas, Huck Finn  não cessa de suscitar reflexões sobre o absurdo da humanidade.

Os Trapalhões no Auto da Compadecida




Sinopse: Baseado na peça O Auto da Compadecida do mestre Ariano Suassuna. Narrado por um palhaço (Queiroz), a história rola na pequena cidade de Taperoá, onde vivem João Grilo (Aragão) e Chicó (Dedé Santana) empregados de um padeiro (Zacarias) e sua esposa (Gimenez), que vivem aprontando não somente para cima dos seus patrões, mas de outros moradores da cidade, não poupando nem mesmo o padre (Cavalcanti) e o sacristão (Solviati), que estão recebendo a visita do bispo (Consorte) e um frade (Mussum). Num dia rotineiro, com a dupla de amigos espertalhões aprontando das suas, um bando de cangaceiros, liderados por Severino de Aracaju (Dumont), invade a cidade e captura parte dos moradores, mandando-os desta para uma melhor, onde serão julgados por Jesus (Mussum), sendo acusado pelo diabo (Cortez). Com acusações gravíssimas que dificilmente os farão escapar da condenação eterna nos quinto dos infernos, João Grilo apela para Nossa Senhora (Goffman), possa interceder por todos eles.

Leia aqui uma crítica. Outra crítica aqui. E aqui veja quem é João Grilo. Aqui sobre Ariano Suassuna.
E veja aqui o motivo de conhecer esta obra clássica.

Auto (do latim actu = ação, ato) é uma composição teatral do subgênero da literatura dramática, surgida na Idade Média, na Espanha, por volta do século XII. De linguagem simples e extensão curta (normalmente, compõe-se de um único ato), os autos, em sua maioria, têm elementos cômicos ou intenção moralizadora. Suas personagens simbolizam as virtudes, os pecados, ou representam anjos, demônios e santos.

Com o passar do tempo, o auto passou a ser definido como uma peça de curta duração de conteúdo religioso ou profano, burlesco e alegórico, escrito geralmente em verso. Sua característica principal é o conteúdo simbólico, cujos personagens são entidades abstratas, geralmente de caráter religioso ou moral (o pecado, a luxúria, a bondade, a virtude, entre outros).

O maior representante luso dessa modalidade dramática é Gil Vicente, com autos que romperam os tempos e são dramatizados até hoje, como é o caso do Auto da Barca do Inferno. No Brasil, Ariano Suassuna é um dos grandes exemplos de escritores de autos, com peças importantíssimas e muito conhecidas, como em O Auto da Compadecida.


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Curiosidades: veja aqui a primeira versão em filme do auto feita em 1969. E aqui a versão de 1999;


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Questionário:

01 - O que é um "auto"?
02 - Quem é o autor de "o auto da compadecida? Fale sobre ele.
03 - Dê as características dos personagens João Grilo e do Chicó.
04 - 
05 - No filme, há representantes de cada estrato social: núcleo econômico, religioso, social, político e de excluídos. Exemplifique-os.
06 - Os personagens possuem falhas morais e éticas. Qual a intenção do autor em representar tais características?
07 - O que motiva as mentiras de Chicó?
08 - Cite as críticas sociais apresentadas na ficção do auto e explique uma delas.
09 - O personagem mais humilde é também o mais "sabido". João Grilo engana, manipula e gerencia uma série de desventuras. Sendo ele tão capaz, por que não tinha uma vida mais aprazível?
10 - 
11 - Há elementos de fantasia na obra. Quais são eles? Para qual objetivo o autor utiliza este recurso?

Marina Lima - À Francesa


"Se eu te peço pra ficar, ou não
Meu amor eu lhe juro
Que não quero deixá-lo na mão
E nem sozinho no escuro
Mas os momentos felizes não estão escondidos
Nem no passado e nem no futuro"